CASE DO SETOR · ESTOQUE

Quanto do seu caixa está parado em estoque? Dois casos mostram por onde começar

Por Alex de Souza · Publicado em 14 de out. de 2026 · 4 min de leitura

Estoque é caixa parado, e com os juros no nível atual ele custa caro. Dois casos divulgados em outubro de 2026, de setores bem diferentes, mostram o mesmo caminho: rever as regras de reposição antes de cortar estoque no escuro.

CSN: padronizar quase 300 políticas de reposição

A siderúrgica revisou cerca de 300 políticas de reposição de suprimentos que funcionavam sem padronização e liberou R$ 75 milhões de capital que estava imobilizado em estoques. O projeto foi feito com a GTPLAN, empresa de gestão de cadeia de suprimentos.

Supernorte: menos estoque sem aumentar a falta na gôndola

O varejista alimentar da Região Norte começou em fevereiro de 2025 um projeto de planejamento de distribuição e reposição com a Neogrid. Antes, parte dos pedidos dependia de trabalho manual. Em 12 meses, o estoque total caiu 43%, a ruptura passou de cerca de 17% para 11% e o tempo de fechamento dos pedidos caiu 80%. A empresa diz que segue 98,5% das recomendações de compra do sistema.

O que os dois casos têm em comum

Uma ressalva: os números foram divulgados pelas próprias empresas e por seus fornecedores de tecnologia. No caso do Supernorte, o comunicado não informa o impacto financeiro nem os custos de armazenagem.

O que isso muda para você, que vende no atacado e na distribuição

Antes de pensar em ferramenta, vale responder três perguntas sobre a sua operação: quantos dias de estoque você carrega por família de produto, quem define o estoque mínimo e com que frequência ele é revisto, e quantos pedidos de reposição ainda são montados à mão.

Referências

Sobre o autor

Alex de Souza

Alex de Souza — Diretor Comercial · Sócio-fundador da SEWE Group

Sócio-fundador da SEWE Group, acompanha de perto distribuidores de todo o Brasil na jornada de transformar dados em decisão comercial, do estoque à diretoria.

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