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O mercado já espera 5,22% de inflação em 2026. Quanto isso pesa na sua margem?

Por Alex de Souza · Publicado em 14 de out. de 2026 · 3 min de leitura

Se a sua tabela de preço foi montada com a inflação do começo do ano, ela pode estar ficando para trás. O Relatório Focus do Banco Central, com as projeções coletadas até 9 de outubro de 2026, elevou pela quarta semana seguida a mediana do IPCA para 2026: de 5,01% para 5,22%. Há quatro semanas, era 4,90%.

Inflação para cima, juros para baixo

A projeção para o IPCA de 2026 segue acima do teto da meta, de 4,5%. Para 2027, a mediana ficou estável em 4,30%. Os preços administrados, como energia e combustíveis, puxaram a revisão: a projeção para eles em 2026 subiu de 4,61% para 4,89%, depois da alta de 7,98% da energia elétrica residencial no IPCA de setembro.

Ao mesmo tempo, o mercado reduziu a Selic esperada para o fim de 2026, de 13,50% para 13,25% ao ano, e manteve 12,00% para o fim de 2027. O câmbio projetado para o fim do ano caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15.

O que isso muda para você, que vende no atacado e na distribuição

Com juros ainda altos, cada dia de estoque parado e cada dia de prazo dado ao cliente custam caro. Com a inflação projetada subindo, o custo de reposição também. Antes do próximo reajuste, vale olhar três números da sua operação: quanto a sua reposição já subiu desde a última tabela, quantos dias de estoque você carrega e quanto prazo médio está concedendo aos seus clientes.

Referências

Sobre o autor

Alex de Souza

Alex de Souza — Diretor Comercial · Sócio-fundador da SEWE Group

Sócio-fundador da SEWE Group, acompanha de perto distribuidores de todo o Brasil na jornada de transformar dados em decisão comercial, do estoque à diretoria.

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